Museu do Patrimônio Vivo vai a Cuba

Na semana em que a Revista de História, a mais importante do país no gênero, aponta o Museu do Patrimônio Vivo como uma experiência que revoluciona o conceito de museu na sociedade brasileira, sai a confirmação da participação do projeto na 16ª Conferência Internacional de Museologia Comunitária e Sociomuseologia, em Havana, Cuba.

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Em breve os cubanos vão ouvir falar da Paraíba. Aliás, não apenas os cubanos, mas museólogos do mundo inteiro. Em Havana, entre os dias 6 e 11 de outubro, se dará a Conferência Internacional de Museologia Comunitária e Sociomuseologia, que terá diversas oficinas de capacitação, palestras, visitas técnicas e grupos de trabalho, além da exposição principal, e será uma importante oportunidade para a articulação e troca entre diversas experiências museológicas de todo o mundo.

O evento contará com a colaboração do supervisor de pesquisa do Museu do Patrimônio Vivo, o historiador Moysés Siqueira, que participará do evento como um dos conferencistas brasileiros. O encontro é promovido pelo Movimento Internacional Nova Museologia, o MINOM, que é uma organização afiliada ao Conselho Internacional de Museus (ICOM) e reúne profissionais que trabalham em diversos museus comunitários, ecomuseus, institutos de museologia, grupos focados na organização de atividades culturais locais, gestão e mediação cultural.

Em sua conferência em Cuba, a participação do Museu do Patrimônio Vivo consistirá em levar os resultados da musealização das referências culturais inventariadas em onze comunidades da Grande João Pessoa (Paratibe, Gurugi, Roger, Porto do Capim, Bairro dos Novais, Rangel, Alto do Mateus, Penha, Lucena, Cabedelo e Santa Rita). A metodologia do trabalho, aliás, tem sido bastante elogiada no campo da educação patrimonial - e premiada - sobretudo, por seu caráter inovador.

E o projeto é, de fato, uma experiência ousada, que envolve jovens de diversas comunidades da área metropolitana da capital paraibana no trabalho de investigar e mapear os patrimônios culturais de suas próprias comunidades. Diferente das experiências museais mais tradicionais, o Museu do Patrimônio Vivo tem buscado ampliar o conceito de museu, considerando parte de seu "acervo", as pessoas, as referências culturais, os conhecimentos tradicionais, enfim, os bens inventariados pelos jovens nas comunidades envolvidas.

A ideia central do projeto é a da descentralização. Para a equipe que idealizou e está executando o trabalho, só se pode reconhecer um bem cultural como patrimônio se esse bem tem um significado e uma importância para os seus detentores. O projeto é uma espécie de “autoinventário”, em que os trinta jovens participantes do projeto receberam bolsas como incentivo à pesquisa do patrimônio cultural de suas comunidades. Esses jovens agentes culturais comunitários mapearam algo em torno de cem bens culturais. Para essa edição do projeto, cada jovem será responsável por aprofundar a pesquisa de dois ou três desses bens. Assim que estiver devidamente sistematizada, a pesquisa estará disponível ao público no site do projeto, em construção.

Agora, talvez o que seja o mais interessante nesse trabalho é a ideia de que, para conhecer o Museu, para visitá-lo, basta conhecer as pessoas desses lugares, seus saberes, seus ofícios e modos de fazer tradicionais, suas formas de expressão, suas celebrações.

Afinal de contas, esse é o Museu do Patrimônio Vivo.

Conheça a página do Museu no facebook.

#museuepolítica

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