Inventário de bens imateriais

 

 

"O resultado mais significativo para as comunidades beneficiadas pelo projeto tem sido o processo de sensibilização e empoderamento por parte dos jovens que tem cada vez mais se sentido responsáveis por contribuir e propor ações de fomento e salvaguarda dos bens imateriais presentes em suas próprias comunidades". (Marcela de O. Muccillo).

 

O projeto Museu do Patrimônio Vivo de João Pessoa visa a realização de um inventário de bens imateriais presentes nas comunidades beneficiadas durante as fases de implementação do Museu na capital paraibana (Bairro dos Novais, Rangel, Roger, Mandacaru, Paratibe e Vale do Gramame) e região metropolitana (Cabedelo, Lucena, Santa Rita e Conde). O projeto atende comunidades tradicionais de João Pessoa, que, embora riquíssimas em patrimônios culturais, vivem em uma realidade social precária, apresentando baixos índices de qualidade de vida, e um número muito alto de analfabetismo, sofrendo grande estigmatização por parte da mídia local.

 

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Tomando por base as orientações metodológicas de pesquisa do Inventário Nacional das Referências Culturais – INRC/IPHAN, que indica que a delimitação espacial a ser inventariada se configura em um Sítio, que será, de acordo com sua dimensão, subdividido em localidades, inicialmente, durante a primeira fase de criação deste Museu, o Museu do Patrimônio Vivo de João Pessoa apresentou como Sítio a área municipal da Capital Paraibana, o qual é subdividido, em seis localidades correspondentes às comunidades participantes do projeto, citadas acima. Em seguida, o projeto foi ampliado para a Grande João Pessoa, passando a envolver mais 05 (cinco) comunidades.

 

O inventário realizado pelos jovens Agentes Culturais Comunitários, ainda de acordo com as orientações metodológicas do INRC, propôs a realização de um levantamento preliminar procurando mapear o máximo de bens imateriais presentes nas comunidades participantes. Em seguida, visando o aprofundamento da investigação acerca das especificidades dos bens, cada dupla de agentes indicou aproximadamente três bens por comunidade participante, aos quais foram aplicadas as Fichas de Referências Culturais, buscando alcançar maiores informações específicas acerca do bem investigado.


O objetivo da pesquisa realizada pelos agentes, para além do registro no acervo do Museu, visa obter dados e informações para compor as peças de divulgação do projeto como este site, a exposição e o catálogo, valorizando as pessoas envolvidas com tais práticas. Entende-se também a importância de se identificar problemas e fragilidades para o fomento de vigência de cada prática investigada, na perspectiva de se propor ações de salvaguarda coerentes com a realidade específica vivida pelo grupo cultural envolvido.


Nessa primeira fase do Museu, para cada comunidade participante do projeto em execução, dois Agentes Culturais Comunitários delimitaram quais bens seriam objetos da pesquisa de campo de aprofundamento, configurando o quadro atual.